Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista

Na terça-feira (11/03), o programa TV MPA em parceria com a TV Comunitária de Brasília apresentado pelo jornalista Mateus Quevedo, contou com a participação de quatro dirigentes do MPA: Isabel Ramalho (RO), Francisca Souza (PI), Cláudia de Jesus (BA) e Cássia Cassaro (ES).

O objetivo foi discutir a luta das camponesas em defesa da vida e pelo alimento saudável, além de abordar a jornada do dia 8 de março, um mês muito especial para toda a classe trabalhadora, que marca a resistência e a luta das mulheres.

Segundo Cláudia de Jesus do MPA da Bahia, as mulheres baianas estão animadas e revigoradas para exigir seus direitos, tudo isso após o Encontro Nacional de Mulheres. “70% da alimentação que chega às nossas mesas vem das mãos das mulheres, então precisamos dar visibilidade a isso e cobrar ainda mais, porque o dia 8 de março não é só festa e flores, mas também uma oportunidade para pautar nossos direitos. Já avançamos muito, mas ainda há muitas questões que precisam melhorar”, enfatiza.

A dirigente do MPA do Piauí, Francisca Souza, compartilha que atualmente elas estão empenhadas na construção da cozinha solidária. “Temos realizado um trabalho com os bairros periféricos dos municípios, pois avaliamos que a fome ainda é uma realidade muito forte em todo o país. Desde a inauguração do projeto Raízes do Brasil em Picos, temos desenvolvido esse espaço das cozinhas solidárias, que hoje é uma política pública criada pelo governo Lula e que tem levado alimentos a quem mais precisa”, destaca.

Francisca Souza também afirma que a meta é distribuir ao longo do ano 55 mil marmitas para a população. “Realizamos um grande ensaio no dia 8 de março, onde preparamos mais de 800 marmitas e as distribuímos em Picos. Além de fornecer alimento, promovemos rodas de conversa com as mulheres, abordando a temática do 8 de março e o papel que elas desempenham na produção de alimentos e na defesa de seu território. Assim, temos fortalecido a relação entre o povo trabalhador do campo e da cidade”, esclarece.

O apresentador Mateus Quevedo ressalta que o MPA tem construído possibilidades para garantir a soberania alimentar. “Infelizmente, sabemos que quem domina esses sistemas alimentares são as grandes corporações, que impõem seu modo de entender a natureza como uma mercadoria, e não reconhecem o ser humano como parte dessa natureza”, pontua.

Cássia Cassaro que faz parte do MPA do Espírito Santo, fala sobre o Mercado Popular de Alimentos, inaugurado em 2011 e reinaugurado no final de 2024. “Fomos percebendo que a produção camponesa estava se perdendo na roça devido à grande quantidade, e assim surgiu a ideia de levar esses alimentos saudáveis para as pessoas da cidade, permitindo que elas pudessem comprá-los. Isso traz renda para as famílias, especialmente para as mulheres camponesas. Com esse intuito, no estado do Espírito Santo reinauguramos esse Mercado e está dando muito certo”, explica.

Isabel Ramalho do MPA de Rondônia fala sobre a festa camponesa. Segundo ela, essa festa que está em sua oitava edição, teve um salto de qualidade muito grande.

“Realizamos nessa festa o encontro da nossa juventude camponesa de diversos e variados territórios, e encerramos a celebração com um café camponês, com uma mesa de 200 metros lotada de alimentos que nossas famílias produzem no campo e trazem para compartilhar com a população da cidade”, afirma.

Saiba mais sobre tudo que foi abordado nessa edição aqui: 

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