Jornalista: Roberta Quintino

Há exatos 40 anos, em 15 de março de 1985, o Brasil abria caminhos para a retomada da democracia. A data, que marca a posse de José Sarney na Presidência da República, simboliza também o fim de 21 anos de ditadura militar e o início de um processo que restabeleceria direitos políticos e sociais duramente reprimidos pelo regime militar. Naquele contexto, a luta pela democracia contou com a participação ativa do Sinpro, que se colocou na linha de frente na defesa dos direitos da classe trabalhadora e do ensino público de qualidade.

Para Rejane Pitanga, ex-dirigente do Sinpro e participante ativa das lutas pela redemocratização, essa história de resistência e mobilização da entidade deve ser lembrada e fortalecida. “Em plena ditadura militar, o Sinpro sempre esteve junto das lutas gerais da classe trabalhadora, seja na educação, na saúde ou em outras categorias. Durante esse processo [das Diretas Já!], o sindicato promoveu debates nas escolas, panfletagens e participou de atos”, relembra.

Ela ressalta que o Sinpro tem uma trajetória marcada pelo compromisso com a prática democrática e que, durante a mobilização pelas Diretas Já! e todo o processo de redemocratização, a entidade esteve ao lado de movimentos sociais, sindicatos e organizações que reivindicavam eleições livres, respeito às instituições e justiça social.

Rejane reforça que essa luta precisa continuar. “O sindicato sempre fez uma reflexão política sobre os projetos em disputa, respeitando a decisão de cada trabalhador, mas o Sinpro sempre teve lado e tem lado. E o que está em jogo agora é que tivemos a eleição de um governo democrático e popular, e é preciso atuar para que a extrema direita não ocupe esse espaço. Precisamos avançar e não retroceder.”

Quatro décadas depois, o Brasil vive uma nova conjuntura, mas enfrenta desafios que remetem a um passado sombrio. Os ataques à democracia, à educação pública e aos direitos da classe trabalhadora se intensificam com a atual composição do Congresso Nacional, colocando em risco conquistas históricas, como a liberdade de cátedra.

A redemocratização foi uma conquista do povo brasileiro, e a defesa da democracia continua sendo uma tarefa permanente das organizações, dos movimentos sociais e sindicais. O Sinpro se mantém firme nesse compromisso, consciente de que o avanço social e educacional depende da preservação e do fortalecimento das instituições democráticas e da proteção da classe trabalhadora. Aos 46 anos o Sinpro se mantem firme na luta pelo direito à educação, à liberdade de expressão e por melhores condições de trabalho sempre esteve atrelada às bandeiras do Sindicato.

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