Entrou em vigor na sexta (21) um plano rígido de proteção à Corte, que na terça (25) deve tornar Bolsonaro e seus aliados réus
Fonte: Brasil 247 – Por Rafaela Leal – Foto reprodução
Entrou em vigor nesta sexta-feira (21) um esquema de segurança especial e mais rígido no Supremo Tribunal Federal, assim como para os ministros da Cortes, tendo em vista o julgamento da denúncia de Jair Bolsonaro (PL) e de seus colaboradores golpistas mais próximos, que será realizado na 1ª Turma do STF na próxima terça-feira (25). No entanto, o motivo principal para o reforço na proteção da mais alta instância do Judiciário nacional tem uma outra razão ainda mais preocupante.
Nos últimos dias, os principais canais de comunicação do Supremo, nomeadamente a central telefônica do Tribunal e os e-mails institucionais e dos gabinetes dos ministros, passaram a receber uma enxurrada de ameaças de bolsonaristas. Furiosos com a ação penal que deve levar o ex-presidente à cadeia, seus fanáticos seguidores tentam intimidar os magistrados e prometem atacar o local, como já fizeram na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Entre as mais importantes medidas para proteger o STF estão a instalação de um gradil metálico a uma distância segura do edifício, isolando amplamente o espaço, o aumento significativo de policiais militares do Distrito Federal na Praça dos Três Poderes e na área mais aproximada do Supremo, um reforço notável nas escoltas dos magistrados da Corte e no contingente de guarda-costas de cada um deles e até mesmo o fechamento da Esplanada dos Ministérios desde a véspera do início do julgamento.
Integrantes da Secretaria de Segurança Pública do DF estiveram reunidos na quinta (20) com o governador Ibaneis Rocha (MDB), e também com os responsáveis pela proteção do STF, para discutir de forma mais detalhada o plano que entrou preliminarmente em vigor esta noite. Ibaneis quer, acima de tudo, afastar de si a pecha de golpista que surgiu após as acusações de que ele facilitou a ação dos alucinados bolsonaristas que tentaram derrubar o então recém-empossado governo do presidente Lula (PT) em 8 de janeiro de 2023. Ele, que chegou a ficar meses afastado do GDF, pode determinação do ministro Alexandre de Moraes, até foi investigado na Corte, mas não foi indiciado pela PF nem denunciado.