Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista
Na quinta-feira (22/05), o programa Sindsasc Entrevista apresentado pela diretora de comunicação do Sindsasc, Patrícia Kopp, recebeu a diretora do Sindsasc e auxiliar administrativa do CRAS Samambaia Sul, Cida Lacerda, e o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar.
O programa abordou a ordem de serviço da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), expedida no dia 19/05, e a importância da assembleia para a categoria, que ocorreu dia 27 de março.
A apresentadora Patrícia Kopp ressalta que, nas unidades com as quais a categoria tem conversado, as pessoas estão entendendo com clareza a importância de valorizar a Sedes. “Temos um quadro que mostra que podemos ter 5.500 servidores, mas atualmente contamos apenas com dois mil profissionais. Precisamos lutar para atingir esse número, para que nosso trabalho seja menos penoso e tenha um maior alcance para a população”, reforça.
A diretora de comunicação do Sindsasc afirma que há muitas propagandas positivas que refletem o trabalho dos servidores dos CRAS, CREAS, SECOMs, Sejus, restaurantes comunitários e espaços da Secretaria da Mulher. No entanto, na hora de valorizar o servidor, ele não recebe o reconhecimento merecido.
“O governo ainda espera que compensemos de uma forma que não nos deixa alternativas. Sempre buscamos o diálogo, mas ele não vem com facilidade. É injusto entregar tanto para uma gestão que não valoriza essas carreiras”, lamenta Kopp.
De acordo com o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar, a Sedes é a carreira mais produtiva do serviço público. “Basta olhar para quantos somos e o quanto entregamos em termos de atendimento. Já que o governo adora fazer propaganda, ao menos deveria nos agradecer, mas nem isso faz. Diante de um tratamento que não é respeitoso por parte do governo, vamos à luta. Com compensação ou sem compensação, não vamos desistir de lutar”, enfatiza.
A diretora do SINDSASC e auxiliar administrativa do CRAS de Samambaia Sul, Cida Lacerda, compartilha que está há 30 anos na carreira e sempre participou de todas as greves. “Entendi que o governo não nos dá nada se não lutarmos”, relata. Patrícia complementa, dizendo que, ao participar das greves pôde perceber a importância de se fazer um movimento.
“Quando estamos em greve, não estamos descansando. Estamos prestando atenção em como as coisas estão se encaminhando politicamente e fazendo pressão para que as pautas avancem, a fim de que a categoria seja valorizada”, esclarece.
Clayton Avelar pontua que lidar com um patrão opressor faz parte da luta da classe trabalhadora. “O único instrumento que temos é a nossa união, organização e mobilização. Se não recorrermos a esse instrumento, em breve eles vão nos mandar trabalhar todos os sábados e não farão mais concursos, que é um acordo de greve que eles não estão cumprindo até agora. Portanto, não temos escolha e precisamos lutar”, enfatiza.
Aqui a íntegra do Sindsasc Entrevista:
