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Vida & Água na ARIS luta por água potável para 350 mil pessoas no DF

Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista

Apresentado pelo coordenador do projeto e professor Perci Coelho, da Universidade de Brasília, o programa Vida e Água para as ARIS, transmitido no dia 2 de junho, falou sobre o projeto de renovação da Lei Complementar nº 803, de 25 de abril de 2009, que revisou o PDOT e introduziu a possibilidade de regularização de áreas com ocupação irregular que se tornaram as ARIS. O assunto será discutido na Câmara Legislativa. Essa edição abordou também a 5ª edição do Empodera ARIS, que acontecerá no dia 21 de junho.

Perci Coelho enfatiza que está fazendo um chamamento à população e às autoridades sobre esses direitos fundamentais que estão sendo negligenciados. “Essa deterioração do serviço público é a antessala para a privatização. Aqui no DF, já privatizaram a energia elétrica e tentaram privatizar a CAESB. Será que a educação é a próxima bola da vez?”, questiona o apresentador.

Romário Leal, morador da ARI Capão Comprido, menciona não ter dúvidas de que o 5º Empodera ARIS, que acontecerá no dia 21 de junho, será um sucesso. “As comunidades estão se organizando para esse projeto do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). Essa oportunidade que teremos no dia 21 será uma forma de todas as lideranças se unirem, por isso é fundamental a presença de todos”, reforça.

Segundo o secretário de Políticas Sociais do Sinpro, Raimundo Kamir, os profissionais da educação, orientadores e professores iniciaram uma greve no dia 02/06 para buscar melhorias para a educação. “É inadmissível que o governo do DF resolva abandonar o serviço público. Ele abandonou a saúde, a assistência social, as moradias e também a educação. Não vemos os professores sendo contratados na quantidade que deveriam ser, nem os salários que deveriam ter sido pagos”, alerta.

Raimundo Kamir afirma ainda que, em Brasília, há 17 mil professores em regime de contratação temporária e que os recursos para a educação estão cada vez menores. “Esses professores não estão exercendo plenamente seus direitos. O GDF cumpre apenas o mínimo constitucional de 25% e o governo não consegue realizar investimentos, não constrói escolas públicas e não faz concursos públicos na quantidade que deveria. Esse é o retrato que realmente estamos assistindo”, pontua.

Maristela Marques da ARI Ribeirão, relata que foi através do grupo Vida e Água para as ARIS que pôde expressar a injustiça que aconteceu com ela e sua família. “Através do grupo, mostramos que não somos invisíveis e que podemos lutar por aquilo que é nosso”, diz. “O 5º Empodera ARIS está muito mais forte do que as edições anteriores e a tendência é fortalecer ainda mais. É triste ver alguns governantes que não fazem nada: a educação, a saúde e a segurança estão se deteriorando, e eles permanecem inertes”, acrescenta.

Saiba mais sobre esse bate-papo na íntegra: 

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