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Foi intensa a luta do representante do MPA e da Via Campesina na Pré-COP 30 em Bonn, onde estudaram Marx, Beethoven, Nietzsche e outros famosos

A luta principal foi por financiamento de 1,3 trilhão de dólares para fazer uma transição energética justa, fortalecer os sistemas agroflorestais, a produção agroecológica e a recuperação de mananciais.

Na terça-feira (01/07), o programa TV MPA em parceria com a TV Comunitária de Brasília, apresentado pelo jornalista Paulo Miranda e pelo Coordenador Nacional de Comunicação do MPA, Valter Israel, falou sobre a pré-COP 30 em Bonn, na Alemanha, onde a Via Campesina e o MPA participaram. Para aprofundar esse assunto, os apresentadores receberam o integrante do MPA do Rio Grande do Sul, Gerson Borges.

Segundo Gerson Borges, o objetivo da participação da Via Campesina e do MPA neste evento foi para garantir que a luta pelos territórios camponeses, a reforma agrária, a soberania alimentar, os direitos dos povos tradicionais e a agroecologia tenham prioridade na pauta da próxima COP em Belém.

O apresentador e jornalista Paulo Miranda reforça que no dia 13 de julho às 10h, na Câmara dos Deputados, haverá um debate sobre a Cúpula dos Povos e o Parlamento Brasileiro sobre os caminhos para a próxima COP 30. “Também será possível acompanhar pela internet”, enfatiza.

De acordo com o integrante do MPA do Rio Grande do Sul, Gerson Borges, a próxima COP será realizada em novembro, em Belém-PA. “No mês passado, em junho, ocorreu esse encontro em Bonn, na Alemanha, para discutir as linhas gerais sobre a COP de Belém. De modo bem sintético, esse é o momento que estamos vivendo em relação aos debates sobre o clima e a COP 30”, destaca.

Gerson Borges compartilha que a agenda que é debatida na COP sai dos países signatários da ONU. “Cada país constrói suas agendas em torno do clima, a partir das chamadas NDC, que são as contribuições de cada estado nacional que os governos compactuam e fazem de forma voluntária, comprometendo-se a desenvolver em seus países”, explica.

“No caso do Brasil, quem lidera as agendas em torno das COPs é o Ministério das Relações Exteriores, em diálogo com o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente”, completa.

Outro ponto a ser destacado, de acordo com Gerson Borges, é a questão do financiamento. “Ano passado no Azerbaijão, pensava-se que chegaria a um consenso de como se daria o financiamento para a transição energética no mundo. Alguns estudos apontam que hoje é necessário, por ano, para fazer uma transição energética justa, de 1,3 trilhão de dólares para fortalecer sistemas agroflorestais, a produção agroecológica, recuperação de mananciais, etc. Mas o valor que se chegou ano passado foi de, no máximo, 300 bilhões de dólares”, relata.

Segundo Gerson Borges, houveram grandes avanços na COP, mas em termos de questões estruturais, segundo ele, quem manda no espaço da COP são os países ricos e mais desenvolvidos. “Hoje, as economias desses países estão estruturadas principalmente nas energias não renováveis e nós temos pouca voz nesses espaços, então é uma luta contra gigantes poderosos”, pontua.

Assista a íntegra da entrevista no link abaixo:

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