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O artista carioca Ludi Um, radicado em Brasília, fala do samba rock e pitadas de ritmos que ecoam pela quebrada

Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista

Transmitido ao vivo na quinta-feira (10/07), o programa Letras & Livros apresentado pelo escritor e jornalista Pedro César Batista, contou com a presença do poeta urbano e músico Ludi Um para falar sobre música e literatura. Ele é carioca, residente em Brasília, e tem diversas participações em festivais.

Na sua jornada sonora, mistura a essência crua do funk com a batida suave do soul, o balanço irresistível do samba rock e pitadas de outros ritmos que ecoam pelas quebradas. É um resgate afetivo das ruas do subúrbio carioca, com um toque de elegância e nostalgia.

Este programa é uma parceria da TV Comunitária com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa e faz parte da 5ª edição do projeto Brasília Mostra Sua Cara e Cultura.

O poeta e músico Ludi Um relata que tinha um amigo com um estúdio que ofereceu alguns horários para que ele gravasse seu primeiro EP, que conta com cinco músicas.

“Gravamos na maior correria e, recentemente, eu realizei três singles de um disco que ainda não foi lançado. Acabei de lançar outro single de um outro disco, porque descobri, mexendo nos meus arquivos, que tenho um disco pronto com todas as músicas compostas, mas que eu nunca gravei. Mas ele sai ainda esse ano com o nome Hiperbólico Zungo, que significa um grande barraco, para celebrar a cultura da favela”, revela.

Ludi Um compartilha que gosta muito de participar de festivais, principalmente dos que estão fora do circuito, como o Fala Favela. “Ele foi um curso de extensão que se transformou em um festival. Eu gosto muito desses eventos até para poder encontrar com outros artistas. Se eu for tocar às 22h, por exemplo, e o evento começar às 18h, eu chego às 18h só para assistir e confraternizar, porque música para mim é celebração antes de mais nada”, destaca.

Durante a edição, o músico fala sobre o caso da vereadora Jéssica Lemoine, que solicitou a retirada do livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, dos materiais didáticos das escolas públicas de Itapoá (SC).

“Costumo dizer que hoje vivemos um insensato prazer das superfícies e uma guinada repugnante ao conservadorismo e fascismo. Ela só está subscrevendo o racismo estrutural que carrega. Agora temos uma fatia da população que odeia pobres, pretos periféricos, arte e cultura. Acho que temos que enfrentar esse fascismo que assola não só o Brasil, mas o mundo inteiro”, pontua.

O músico Ludi Um enfatiza que o papel de suas músicas é exatamente esse enfrentamento. “Estamos vivendo a nova fase das trevas, onde políticos usam do seu poder para chancelar racismo, homofobia, feminicídio e eles vão atacando a cultura. Então, temos que estar na rua e nas redes o tempo inteiro combatendo isso. E espero que na próxima eleição essa vereadora esteja fora”, comenta.

Siga o convidado nas redes sociais: @ludium

Confira aqui a íntegra da entrevista:

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