Caso o cessar-fogo se mantenha, o objetivo é retomar as ações de solidariedade na região
“Levaremos sementes, construiremos hortas, plantaremos árvores e alimentos”, disse Stedile – Foto: Lula Marques – AGência Brasil – EBC
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deve ajudar na reconstrução da Faixa de Gaza, destruída com a intensificação dos ataques de Israel na região desde 7 de outubro de 2023.
Segundo João Pedro Stedile, um dos fundadores e coordenador do movimento, o MST “se somará aos esforços de reconstrução”. “Levaremos sementes, construiremos hortas, plantaremos árvores e alimentos. E jogaremos futebol juntos!”, escreveu em seu perfil no X. Stedile também saudou o cessar-fogo em Gaza, mas disse que haverá “paz duradoura” em Gaza somente quando houver um “Estado soberano”.
Caso o cessar-fogo se mantenha, o objetivo é retomar as ações de solidariedade em Gaza. Em 2023, logo após o início do conflito, o MST enviou 13 toneladas de alimentos em duas remessas, usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), para a fronteira do Egito. No Brasil, o movimento também organizou manifestações contrárias ao genocídio palestino e favoráveis à interrupção das relações comerciais do Brasil com Israel.
Cessar-fogo
O cessar-fogo é a primeira fase do plano para encerrar a guerra perpetrada pelo país de Benjamin Netanyahu na região. A etapa envolve a troca de prisioneiros e autorização para ajuda humanitária no enclave palestino.
No entanto, um dia após formalizar o acordo de paz mediado pelos Estados Unidos, Israel abriu fogo contra um grupo de palestinos que teria se aproximado de suas forças no norte da Faixa de Gaza. Pelo menos seis pessoas foram mortas, segundo autoridades de saúde locais, ligadas ao Hamas. O ataque ocorreu apenas um dia após a libertação dos 20 reféns sobreviventes que permaneciam sob poder do Hamas e a devolução de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Até esta segunda-feira (13), pelo menos 67 mil palestinos foram mortos, sendo a maioria formada por mulheres e crianças. A guerra também já deixou 80% das construções do território destruídas ou gravemente danificadas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Editado por: Nathallia Fonseca
