Negra Eve conta sua história sobre bastidores do rap e do reggae na cidade
O programa Povo Negro, ancorado pela produtora artística e professora Valéria Assunção, abordou a trajetória de vida da artista e comunicadora Negra Eve, que é a convidada da edição. O programa ao vivo foi transmitido na quarta-feira (12/11), no estúdio da TV Comunitária de Brasília.
Atualmente, Negra Eve é cantora, mestre de cerimônias e também produz eventos. “Fico mais nos bastidores, ajudando alguns amigos em produção também. Trabalho há muitos anos com eventos e a minha trajetória começou em casa, pois minha mãe e meu tio são rappers”, compartilha.
A convidada da edição menciona que sua trajetória vem muito da família, após sua construção na militância, no movimento negro, no movimento estudantil e, posteriormente, do gosto de estar nos palcos fazendo com que a galera se divirta. “A primeira vez que subi em um palco, eu tinha 8 anos, cantando o refrão de uma música da minha mãe”, revela. “Tenho visto um crescimento muito bonito, principalmente de mulheres dentro do movimento reggae. Era um lugar onde eu me sentia sozinha e fico muito feliz com esse crescimento”, completa.
A cantora Negra Eve relata que foi na adolescência que sentiu vontade de criar sua própria identidade na música. “Comecei a participar de saraus, entrei para o Levante Popular da Juventude e, no Levante, fiz amizade com um baterista, com um DJ e com um rapaz que tocava violão. Assim, fui me envolvendo com esse grupo e me encontrei no sound system, onde consigo unir as melodias do reggae com as rimas do rap”, conta.
Negra Eve diz ainda que, dentro do sound system, ela foi sendo inserida para produzir músicas com bandas. “É uma outra paixão que eu descobri, fiz vários sons e amei. Adoro palco, conduzir eventos, divertir a galera. É importante que a gente tenha direito a um lazer, a sair à noite, a se divertir sem medo do preconceito e da violência. Eu digo muito que diversão é um direito e precisamos falar mais sobre isso”, reforça.
Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista
Confira a íntegra da entrevista aqui:
