Dia Internacional de Luta das Mulheres é tema de debate no TV Rosilene
Na sexta-feira (27/02), o programa Rosilene TV, apresentado pela diretora da TV Comunitária de Brasília, Rosilene Corrêa, recebeu Thaísa Magalhães, secretária da Mulher da CUT-DF, para discutir o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
Thaísa Magalhães destaca que, no dia 8, o Ato Político Cultural do Dia Internacional de Luta das Mulheres terá início às 13h no Eixo Cultural Ibero-Americano, antiga Funarte. A marcha está programada para começar às 15h, com destino ao Palácio do Buriti, visando apresentar reivindicações para as questões enfrentadas pelas mulheres no DF.
“É uma mobilização liderada por mulheres, mas no dia 8, convidamos os homens a se unirem e apoiarem as mulheres nas ruas do DF e em outras cidades onde ocorrerão manifestações”, enfatiza.
A apresentadora Rosilene Corrêa ressalta que o 8 de março não se limita a celebrar as conquistas femininas, mas também destacar a necessidade de avanços em igualdade salarial, no combate à violência de gênero e na busca por maior representatividade política.
“Essa semana, estivemos discutindo a conquista do direito ao voto, um marco histórico que é lembrado anualmente e deve ser registrado como uma grande conquista. No entanto, sabemos que precisamos aumentar o numero de mulheres nos parlamentos brasileiros e também no Senado Federal”, pontua.
A secretária da Mulher da CUT-DF, Thaísa Magalhães, destaca que a questão do voto é fundamental para compreender a misoginia no Brasil. “Antes de 1932, a Constituição não proibia explicitamente a participação das mulheres na vida política. No entanto, várias mulheres eleitas na década de 1920 não puderam assumir seus cargos, apesar da ausência de impedimentos legais”, relembra.
Thaísa Magalhães observa que muitos dos desafios enfrentados pela sociedade seriam superados se fosse desconstruído o imaginário de que as mulheres não possuem os mesmos direitos e não podem ocupar os mesmos espaços que os homens.
“Diversas mulheres têm muitas propostas a apresentar à sociedade, abrangendo políticas públicas, cultura e economia. O 8 de março é uma data significativa em todo o mundo para abordar essas e outras questões”, reforça.
Magalhães acrescenta que a misoginia e a violência contra as mulheres são problemas globais, disseminados em diversos países. “O Brasil enfrenta uma situação de violência particularmente dolorosa, mas não é um caso isolado. Historicamente, as mulheres brasileiras têm se mobilizado contra essa realidade, e nos últimos anos, os movimentos feministas têm se organizado de forma mais estruturada. É importante reconhecer que a mudança não pode ser alcançada de forma individual”, afirma.
Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista
Confira a íntegra da entrevista no link do Youtube da TVComDF:
