Messi manchou a bola com sangue
OURO E LAMA
Por Leonardo Herrmann
Alguns confundem brilho com ouro, daí a expressão “ouro de tolo”, enquanto outros, preconceituosos e classistas, acreditam que lama é sinônimo de miséria.
No entanto, a verdadeira miséria — e não estou falando de pobreza econômica, mas de miséria moral — muitas vezes surge da ostentação vulgar. “Luxo é vulgaridade”, disse o indiano, e ele não estava errado.
Eu acrescentaria: “Luxo é arrogância”.
Maradona disse certa vez: “A bola não se suja”.
Hoje, Messi manchou a bola com sangue.
Com o sangue de crianças palestinas, libanesas, iemenitas, houthis e iranianas; com as lágrimas de crianças migrantes presas nos 130 campos de concentração que Trump construiu nos EUA; com o sangue de migrantes e americanos mortos pelo ICE; com o sangue das meninas estupradas e assassinadas na festa de Epstein.
Você nunca será Maradona… você nunca será um do povo. Você sempre será uma marca, um produto do mercado. Um garoto fabricado em laboratório, sem alma. Um empresário do futebol. Maradona era um trabalhador do futebol.
Alguém que nunca se esqueceu de que veio da lama e deu tudo pelo bairro.
Esse cara, esse Messi, é apenas o melhor funcionário do mês para um CAFETÃO E MANÍACO GENOCIDA.
Você ganhou uma Copa do Mundo, mas perdeu toda a dignidade, se é que algum dia teve alguma.
