No momento, você está visualizando Brasil, México e Colômbia pedem fim da guerra no Irã em nota conjunta
Screenshot

Brasil, México e Colômbia pedem fim da guerra no Irã em nota conjunta

Brasil, México e Colômbia pedem fim da guerra no Irã em nota conjunta

Os países ‘reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia’

Pessoas inspecionam os escombros de um prédio que desabou perto da Praça Ferdowsi, em Teerã, em 3 de março de 2026.
Pessoas inspecionam os escombros de um prédio que desabou perto da Praça Ferdowsi, em Teerã, em 3 de março de 2026. | Crédito: Atta Kenare / AFP

Brasil, Colômbia e México publicaram, nesta sexta-feira (13), uma nota conjunta na qual pedem o cessar-fogo da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel no Irã no fim de fevereiro.

Os países “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”, diz um trecho da nota.

“Nesse sentido, consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, acrescenta. “Expressamos nossa disposição de contribuir para os processos de paz que gerem confiança, a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito.”

Na quarta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para os presidentes Gustavo Pedro, da Colômbia, e Claudia Sheinbaum, do México, em meio às ameaças de Donald Trump classificar como terroristas as facções criminosas, como fez com os cartéis de drogas dos dois países.

Antes da operação na Venezuela que levou à captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, os EUA classificaram como terrorista o Cartel de los Soles, acusando Maduro de liderar o grupo. Trump usou o combate ao narcotráfico para mobilizar forças no Caribe, base da ofensiva criticada por Lula, Sheinbaum e Petro.

Guerra no Irã

Na última terça-feira (10) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à PBS News que conversar ou negociar com os EUA não está mais na agenda. Ele afirmou que, “apesar dos progressos feitos em rodadas anteriores de negociações, os EUA ainda optaram por atacar o Irã”.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também rejeitou qualquer proposta de cessar-fogo com Estados Unidos e Israel, enfatizando a necessidade de confrontar os “agressores” para deter futuras ameaças contra o Irã.

“Certamente não estamos buscando um cessar-fogo; acreditamos que devemos atingir o agressor em cheio para que ele aprenda uma lição e nunca mais pense em agredir nosso querido Irã”, disse Qalibaf, segundo a agência de notícias Tasnim, do Irã.

Editado por: Nathallia Fonseca

 

Deixe um comentário