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Artigo – O dia em que o Povo Brasileiro retomou a sua Soberania

*João Vicente Goulart e Ivo Pugnaloni

No domingo 21 de setembro de 2025, nas 27 capitais dos estados, a maior população mesclada do mundo, composta de 30% de descendentes de povos vindos há mais de 60 mil anos da Ásia Central e da Oceania, outros 35% de imigrantes europeus pobres e de outros 35% de cidadãos africanos sequestrados e escravizados da África há mais de 400 anos, enfrentou durante horas chuva intensa e calor sufocante para dizer que é a única SOBERANA sobre o Brasil.

Foi assim, na rua e nas praças, que o povo do quinto maior país do mundo em extensão, menor apenas do que a Rússia, o Canadá, a China e os Estados Unidos e principalmente, a sua juventude, gritando “SEM ANISTIA”, disse que não aceita mais a MANIPULAÇÃO e a IMPUNIDADE dos que vendem sua pátria para organizações estrangeiras públicas e privadas, para criminosos perigosos para, com sua ajuda, permanecerem no poder.

Ontem o povo brasileiro disse que não está disposto a tolerar que golpistas e manipuladores, promovam a IMPUNIDADE de ninguém, civis, militares, juízes, promotores, deputados ou senadores, prefeitos, governadores ou concessionários públicos de veículos de comunicação, energia, transporte, ou qualquer outro serviço ou atividade pública.

O “basta” dos brasileiros para a impunidade e a prevaricação

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De forma direta e clara, sem margem para dúvidas, milhões de pessoas, – tanto os que foram as ruas como os que ficaram em casa repassando imagens e notícias para contornar o bloqueio da mídia -, disseram que não querem nenhum tipo de anistia que parlamentares, abusando de seus mandatos no Congresso, pretendam conceder aos criminosos condenados na forma da lei, por terem agido para abolir o Estado de Direito, como no passado.

Exatamente como agiram aqueles que, – anistiados em 1945 e 1954- , não contentes com o perdão, deram novo golpe em 1964, desta vez com apoio militar do governo de um país estrangeiro, derrubando o regime democrático de João Goulart, porque este pretendeu melhorar a vida dos brasileiros, implantando em seu lugar uma ditadura que durante 21 anos, prendeu sem julgamento, torturou, matou e perseguiu dezenas de milhares de pessoas.

Empregando a mesma manobra envolvente, fazendo-se de “pacificadores” e jurando que não repetirão seus crimes, aí estão eles ainda vociferando ameaças vindas de um presidente estrangeiro ao STF e ao governo eleito do Brasil, os mesmos que agora querem anistia.

Anistia para atuar como sempre fizeram, de forma planejada, como em 8 de janeiro de 2023, quando invadiram as sedes do Supremo Tribunal Federal, da Presidência da República e do próprio Congresso Nacional, depois de dias antes terem cometido tentativa de explodir uma carreta carregada com 25.000 litros de combustível em frente ao aeroporto de Brasília e de colocar fogo na sede nacional da Polícia Federal.

Todos são crimes que, se tivessem sido cometidos nos EUA, certamente seriam punidos da forma rigorosa, mas que Trump quer obrigar Brasil a em investigar, nem muito menos condenar. Para justificar sua conduta absurda, Trump diz apenas que “Bolsonaro é seu amigo”, como se só isso bastasse para fazer-se Justiça. E fingindo que seja o Imperador do Mundo, tivesse o poder de prevaricar no Brasil.

Enquanto alguns milhares cometiam esse tipo de atentados, mandantes no mesmo crime, como Bolsonaro, redigiam e discutiam em reuniões fechadas os textos dos decretos com que pretendiam anular a eleição de 2022, antes mesmo de ser derrotados.

Outros ainda, cumprindo a missão sanguinária na conspiração prepararam o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Alkimin, do presidente do Senado Rodrigo Pacheco e do presidente do STF, Alexandre de Moraes. Tudo isso pago talvez, com o dinheiro escuso, com que várias ações ilegais foram financiadas, com o mesmo objetivo final.

Todos esses crimes, é preciso destacar, foram planejados e praticados sob pleno conhecimento de autoridades que, prevaricaram em suas funções, deixando de dar andamento a denúncias de feitos punidos pelo Código Penal.

Quais foram as causas da esquerda ter-se afastado das ruas nas últimas décadas?

As ruas e praças são espaços territoriais públicos e por isso nunca poderiam ter sido abandonadas por nós de forma quase irresponsável, como aconteceu na história recente. Nem mesmo os ditadores durante os 21 anos de ditadura, fizeram com que desistíssemos das ruas como espaço de reunião, discussão e manifestação.

Por isso, nossas lideranças, ao abolirem às ruas como espaços de reunião reduziram o debate político apenas à mídia em sua maioria francamente golpista e ao parlamento, espaços controlados totalmente pelos que possuem o domínio econômico sobre a chamada “opinião publicada” e as relações sociais.

Ao alegar que não mais programaram a ida às ruas “porque o povo não ia pra rua”, é o mesmo do que colocar a culpa nas vítimas. E é uma inverdade desmentida pelas multidões que ontem tomaram as ruas de todas as capitais do Brasil, provando que a parcela da população que se alinha com a esquerda não vinha para a rua porque suas lideranças não marcam dia, hora e local.

Esquecer das manifestações de rua como espaços de luta política, mesmo quando possam ser pequenas, é trair as tradições dos grandes movimentos de massa, que sempre começaram pequenos. Alegar que “agora tudo é moderno” e que “o que importa são as redes sociais” é uma inverdade que não resiste nem à leitura dos jornais tradicionais de hoje, que reconhecem que povo brasileiro despertou de alma lavada. Exatamente pela firmeza de quem, com coragem, unidade e determinação, protestou ontem nas ruas e nas praças evitadas por boa parte das lideranças.

Que fazer agora, para aumentarmos a nossa capacidade de mobilização?

Em primeiro lugar, precisamos centrar na SOBERANIA do POVO o foco da nossa luta. É forçoso revisar o apego a ideologias individualistas criadas em Harvard nos anos 50, com financiamento dos serviços de inteligência dos países ocidentais. Fundadas na exacerbada valorização de aspectos relacionados aos indivíduos, seus idiomas, gêneros, etnias, preferências afetivas, culturais e regionais, estas teorias precisam ser melhor avaliadas posto que famosos bilionários ligados à indústria de armamentos as financiam através de suas ONGs. E porque o resultado prático de sua difusão nos movimentos e partidos populares tem sido o de dividir entre si e opor umas às outras, as populações que sofrem com o preconceito e o colonialismo, impondo a elas um “egoísmo coletivo”, bem longe do interesse de um país.

Em segundo lugar, devemos deixar de lado todas as vaidades pessoais, eleitorais, ou partidárias, garantindo à mobilização um indispensável caráter suprapartidário, supra regional e humano que unifique, aproxime, revigore e fortaleça sempre mais à MOBILIZAÇÃO.

Em terceiro lugar, precisamos ampliar e criar fóruns de debate PERMANENTES e ORGANIZADOS, sobre o PROJETO DE NAÇÃO que o POVO BRASILEIRO irá querer ele próprio construir, dentro do mundo multipolar que vem sendo delineado, com a ajuda do Presidente Lula, no qual nosso país possa ser ouvido com a importância que tem e com o mesmo respeito que dedicamos aos direitos e interesses dos outros povos.

Em quarto lugar, precisamos que nossa mobilização, além do interessa nacional, ajude à causa DA PAZ, NÃO A OBSESSÃO PELA GUERRA, a destruição da natureza e o genocídio de povos até hoje mantidos sob vergonhoso domínio colonial, considerados como sub-humanos por ideologias travestidas de religião sem o menor sentido moral, ético ou histórico.

E finalmente, em quinto lugar, precisamos estabelecer formas de MOBILIZAÇÃO e ORGANIZAÇÃO permanentes, não burocratizadas para articular movimentos que, pelo Brasil afora, acreditam que as ruas devem voltar a pertencer ao povo. E serem utilizadas de forma consequente, civilizada, receptiva e criativa, onde as pessoas livremente debatam, reencontrem suas amizades e sonhem juntos.

Entre outras coisas importantes, sobre a forma de realizar as alterações no CÓDIGO ELEITORAL que permitam que este reflita a vontade da maioria e não de bilionários que compram, mais do que votos, o próprio futuro dos filhos, filhas, netos e bisnetos dos demais cidadãos brasileiros. Como querem fazer no caso da PEC da Impunidade, criando formas de proteger contra investigação do STF a qualquer criminoso aliado que seja eleito para cargos eletivos.

*João Vicente Goulart e Ivo Pugnaloni, a partir de 23.09.25 são o novo presidente e o ex-presidente do MDSN, Movimento de Defesa da Soberania Nacional www.mdsn.com.br fundado em 2022.

Fonte: Movimento em Defesa da Soberania Nacional (MDSN)

https://mdsn.com.br/2025/09/23/o-dia-em-que-o-povo-brasileiro-retomou-a-sua-soberania/

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