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A mulheres iranianas são ativas na política, no esporte, na educação, na medicina, nas universidades, na pesquisa, na ciência e na gestão pública

Por Paulo Miranda e Pedro Batista – Foto de capa: Embaixada do Irã

A Embaixada do Irã no Brasil realizou o 1º Encontro de Diálogos sobre Direitos Humanos com ativistas da sociedade civil brasileira, promovendo uma troca construtiva de ideias e experiências em torno do respeito, da dignidade humana e da cooperação entre os povos. O evento foi coordenador pelo embaixador do Irã no Brasil Abdollah Nekounam Ghadirli.

Durante a atividade foram repassados aos presentes dados sobre a situação do povo iraniano, especialmente às mulheres, que têm papel destacado na gestão pública, na medicina, nas universidades, na pesquisa e na ciência, no esporte, na moda, nas artes e na cultura milenar do povo persa.

Paulo Miranda, presidente da TV Comunitária de Brasília, colocou à disposição o canal para a transmissão de filmes e materiais que mostrem a cultura iraniana.

A atividade foi organizada em uma parceria da Embaixada do Irã e o Comitê Anti-imperialista general Abreu e Lima, coordenado pelo ativista e escritor Pedro César Batista, contou com a participação de pesquisadores, acadêmicos e ativistas que atuam na defesa dos Direitos Humanos e do fortalecimento da amizade dos povos, sempre fortalecendo a construção de um mundo de paz.

Outras atividades sobre o tema serão organizadas, em busca da difusão da cultura e das conquistas da Revolução Islâmica.

No vídeo institucional produzido pelo Irã mostra a convivência pacífica entre diversas religiões, demonstrando que judeus em suas sinagogas, os islâmicos e zoroastros vivem em harmonia.

No vídeo há números e dados importantes sobre os avanços conquistas das mulheres. Com a Revolução Islâmica a expectativa de vida delas aumentou de 57 para 77 anos. Maior do que as média global. A taxa de analfabetismo entre as mulheres iranianas, por exemplo, caiu de 60%, em 1975, para menos de 10% atualmente.

De acordo com dados do Banco Mundial as meninas iranianas tiveram um crescimento notável nos níveis de ensino fundamental, médio e até universitário. Agora elas são cerca de 50% dos estudantes nos níveis básicos, mas mais de 60% nas universidades.

Esse avanço impressionante fez com que o Irã figurasse bem classificado em termos de equidade educacional no relatório do Fórum Econômico Mundial.

Além disso, a participação das mulheres como professoras e membros do corpo docente das universidades aumentou para mais de 30%. A proporção de educação de mulheres universitária aumentou de 8.4%, em 1979, ano da revolução, para 60%, ficando os homens com 40% das outras vagas no ensino superior.

A contribuição das mulheres na medicina chega atualmente a 40% no Irã, nas carreiras de médicos especialistas. Nos conselhos acadêmicos de universidades, o número de mulheres subiu de apenas 100, em 1979, para mais de 22 mil em 2023.

Na área esportiva o crescimento foi vertiginoso com o crescimento do número de instalações esportivas exclusivas para mulheres de 2.500, em 1981, para mais de 14 mil, com explosão de medalhas para mais de 1 milhão nos últimos anos.

Elas estão muito atuantes também no campo social por meio de 2.700 organizações não-governamentais, bem como na política, nos cargos de deputadas, ministras e assessorias nas mais diversas áreas governamentais.

O vídeo apresenta ainda exemplo de sucesso na moda e alguns exemplos de mulheres cientistas no Irã:

 

ALENUSH TERIAN 

Física, Astronomia Ela é chamada de mãe da astronomia iraniana moderna e por um bom motivo: ela foi cofundadora do primeiro observatório solar no Irã e a primeira professora de física no país.

FATEMEH MOGHIMI 

É Engenheira, Empreendedora. Ela é fundadora e CEO da Sadid Bar, International Shipping and Transportation LTD, uma das maiores empresas de transporte de carga do lrá, e a primeira mulher iraniana a ingressar no ramo. Ela também é a primeira mulher a ocupar um assento no conselho de administração da Câmara de Comércio, Industria, Minas e Agricultura de Teerã.

MARYAM ESLAMI

Doutora e Phd em Genética. Medalha de ouro e título de melhor invenção e melhor inventora em 2008 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual das Nações Unidas.

PARNIA DABBAGH

Matemática. Medalha de ouro nas Olimpíadas de Matemática da Ásia.

MARYAM MOGHADDAM

Professora. Ela é dona de dezenas de patentes internacionais, foi a única integrante iraniana da Academia de Jovens Cientistas do mundo por quatro anos e tem trabalhado na área de células cancerígenas na Universidade Ferdowsi de Mashhad.

SOHEILA SAAMI 

Cirurgiã. Ela é gênia cirúrgica mundial, tendo realizando mais de 1000 cirurgias cerebrais e nervosas e já participou de mais de 4 mil cirurgias como assistente e cirurgiã.

FATEMEN FARJADIAN

Professora. Ela está entre os 2% dos cientistas mais citados do mundo e é uma das principais do mundo.

TANNAZ BAHAI

Professora Assistente. Médica iraniana de alto nível. Especialista em sangue e câncer sanguíneo. Ex-chefe da clínica de hematologia do hospital holandês e professora assistente de doenças internas da Universidade de Teerã.

Screenshot

BIBI FATEMEH HAGHIRALSADAT

Inventora. Doutora especializada em nanomedicina pela Universidade Vume de Amsterdã, Holanda, e fabricante de três produtos baseados em conhecimento, excelente gestora e empreendedora.

MARYAM KOUCHAKI

Professora de gestão e organizações. Pesquisadora e professora na Universidade North Western em Evaston. Ela é editora-chefe de periódico sobre processos de decisão organizacional, comportamental e humana. Uma das 40 melhores professoras jovens com menos de 40 anos do mundo.

MOHADESEH HAJI ABDOLVAHAB

Pesquisadora empreendedora. Professora assistente, CEO de uma empresa de conhecimento, doutora em Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade de Utrecht, Holanda, e membro do corpo docente científico do Instituto de Pesquisa do Câncer do Irã.

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