No momento, você está visualizando Francyslane Silva fala sobre práticas ancestrais de cuidado e de promoção da saúde das mulheres das águas
Screenshot

Francyslane Silva fala sobre práticas ancestrais de cuidado e de promoção da saúde das mulheres das águas

Screenshot

Francyslane Silva fala sobre práticas ancestrais de cuidado e de promoção da saúde das mulheres das águas

 

O programa ao vivo Quilombo de Wal, transmitido na segunda-feira (16/03) e apresentado por Waleska Barbosa, iniciou a temporada de 2026 recebendo Francyslane Silva para falar sobre sua trajetória de vida. Francyslane é enfermeira, especialista pela Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na saúde da população do campo, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Francyslane Silva compartilha que atua como pesquisadora colaboradora e tutora de enfermagem na Escola de Governo Fiocruz Brasília, além de integrar espaços de controle social e participação política em saúde, como o Conselho Nacional de Saúde. “Minha trajetória também está ligada à Fiocruz, onde estabeleci algumas relações profissionais”, relata.

 

Com experiência na Atenção Primária à Saúde, na formação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e em processos de educação popular em saúde, a convidada da edição é mestranda em Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais pela Fiocruz, onde pesquisa práticas ancestrais de cuidado e de promoção da saúde das mulheres das águas.

 

A enfermeira explica que trabalha diretamente com os movimentos sociais do campo, floresta e águas, onde aprende muito mais do que ensina. “É um espaço de conhecimento amplo. Todas as pessoas poderiam conhecer a grandiosidade que é a Fiocruz”, reforça. Francyslane diz ainda que é militante do Coletivo Nacional de Juventude Negra desde a universidade e também se aproximou do movimento de mulheres.

 

“Percebi que gosto dessa área da academia e é muito importante ocupar esses espaços por ser majoritariamente branco. Então, enquanto mulher preta, é fundamental estar nesse espaço para abordar a questão de raça, que muitas vezes é negligenciada, mostrando que pessoas negras vindas de movimentos sociais também são capazes de fazer ciência nesse país”, observa.

 

Ao final da edição, a enfermeira Francyslane mencionou que, na faculdade, pôde compreender o significado de sua cor em sua vida. “Desde os 13 anos de idade, precisei trabalhar como babá e empregada doméstica. A questão do letramento chegou um pouco mais tarde para mim, e foi então que entendi todas as privações que tive ao longo da infância, que eram decorrentes da minha cor. A partir disso, me tornei uma militante do movimento negro”, esclarece.

 

Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista

 

Saiba mais sobre este bate papo completo aqui: 

Deixe um comentário