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O NYT revela quatro contratempos na negligência de Trump em relação ao Irã

  • Presidente dos EUA, Donald Trump
Publicado: quarta-feira, 15 de abril de 2026, 3h14

O jornal NYT afirmou que a negligência de Trump resultou em quatro reveses para os interesses dos EUA e no fortalecimento do poder do Irã na economia global.

O conselho editorial do New York Times (NYT) criticou duramente a forma como o presidente dos EUA, Donald Trump, lidou com a guerra contra o Irã, classificando-a como imprudente e afirmando que deixou Washington à beira de uma derrota estratégica. 

O editorial destaca quatro críticas principais à abordagem de Trump, focando em seu desrespeito ao planejamento militar, nos danos às alianças, no esgotamento dos recursos militares e na erosão da autoridade moral dos Estados Unidos.

O NYT destaca que o ataque de Trump ao Irã em 28 de fevereiro foi realizado sem a aprovação do Congresso ou amplo apoio de aliados, e com justificativa insuficiente.

Ele também afirma que o excesso de confiança de Trump levou à falta de preparo para a provável contramedida do Irã: restringir o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o trânsito global de petróleo.

Apesar de um cessar-fogo de duas semanas, o Irã continua a restringir a passagem e a ameaçar com pedágios, ganhando significativa influência diplomática sobre a economia global.

 

Redução dos recursos militares dos EUA

A guerra consumiu grande parte dos estoques essenciais de armas dos EUA, incluindo mísseis Tomahawk e interceptores Patriot, e espera-se que leve anos para repô-los.

O conflito também expôs as vulnerabilidades das forças armadas dos EUA, já que o Irã usou drones de baixo custo para interromper o transporte marítimo e atacar alvos regionais, demonstrando sua capacidade de travar uma guerra assimétrica contra uma força tecnologicamente superior.

Danos às alianças dos EUA

A maioria dos aliados dos EUA, incluindo Japão, Coreia do Sul, Austrália, Canadá e os países da Europa Ocidental, recusou-se a apoiar o esforço de guerra americano, refletindo a deterioração das relações sob a liderança de Trump.

Esses países se recusaram a cooperar na reabertura do Estreito de Ormuz e estão fortalecendo seus laços entre si, o que indica uma perda de confiança nos EUA como um parceiro confiável.

Erosão da autoridade moral americana

O editorial condena as ameaças de Trump de aniquilar a civilização iraniana e a adoção, por sua administração, de uma retórica belicosa brutal, que mina a liderança global dos Estados Unidos baseada em valores democráticos e na dignidade humana. Tais declarações correm o risco de violar o direito internacional e prejudicar a reputação do país como um farol de liberdade.

Segundo o jornal nova-iorquino, apesar dos reveses militares do Irã, estes não compensam os danos estratégicos e diplomáticos infligidos aos Estados Unidos. A guerra causou vítimas e destruição em toda a região, incluindo a morte de quase 170 crianças em um ataque aéreo americano no sul do Irã. 

O editorial conclui que Trump deveria reconhecer a inépcia de sua abordagem impulsiva, dialogar com o Congresso e buscar ajuda dos aliados dos EUA para minimizar os danos causados ​​por sua guerra.

Entretanto, o conselho editorial do Financial Times (FT) condenou recentemente as ameaças de Trump contra o Irã, escrevendo que suas palavras foram “algumas das mais chocantes já proferidas por um presidente dos EUA na era moderna”, acrescentou.

O conselho editorial do Financial Times observou que os apelos de Trump por ataques massivos à infraestrutura civil “prejudicaram seriamente a luta de décadas para fazer cumprir as regras da guerra e a reputação moral dos Estados Unidos no mundo”. 

Os conselhos editoriais de dois dos jornais mais influentes do mundo ocidental deixam claro que a guerra de Trump enfraqueceu os Estados Unidos, em vez de fortalecê-los.

ncl/hnb

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