Ancestralidade negra presente em Ponciá Vicêncio e Conceição Evaristo são assuntos no Letras & Livros

Ancestralidade negra presente em Ponciá Vicêncio e Conceição Evaristo são assuntos no Letras & Livros

O programa Letras & Livros, transmitido ao vivo na sexta-feira, 17 de abril, sob apresentação do jornalista Pedro César Batista, recebeu a professora da UnB, Kanzelumuka. Na ocasião, a docente abordou a ancestralidade negra presente em Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, obra que ganhou nova dimensão cênica com o espetáculo Ensaios para Ponciá, do grupo Nave Gris.

Kanzelumuka explica que o projeto teve início há alguns anos, quando leu Ponciá Vicêncio, da escritora mineira Conceição Evaristo. “Aos 9 anos eu já conhecia outras obras de Conceição, mas quando li este livro em específico, ele me tocou profundamente por causa da trajetória da minha família, e depois de adulta compartilhei a leitura com outros integrantes do grupo Nave Gris”, relata.

Segundo Kanzelumuka, quando Murilo de Paula que édiretor do espetáculo, leu a obra, também se sentiu inspirado e fez o convite para a criação de um projeto conjunto. “Amadurecemos a ideia até que, em 2024, conseguimos colocar em prática por meio do Fundo de Apoio a Cultura”, relembra.

A professora relata que o grupo realizou o exercício de ler Ponciá Vicêncio primeiramente de forma individual e, em seguida, coletivamente, para compreender as diversas camadas presentes na obra. “Também fizemos a leitura do livro na Biblioteca Nacional, convidando a população para ler conosco”, compartilha.

Kanzelumuka afirma se sentir muito feliz por ser uma leitora de Conceição Evaristo e pelo reconhecimento mundial que a autora tem recebido. “Também me sinto feliz por ter encontrado a obra de Conceição ao lado de outros escritores mineiros que admiro, mas acredito que foi coincidência estrearmos o espetáculo Ensaios para Ponciá justamente no momento em que Conceição vem sendo reverenciada”, relata.

A convidada esclarece que passou a adotar esse nome após ingressar no candomblé angola, tradição em que recebeu a designação de iniciante. “Passei a compartilhá-lo para além do terreiro, com minha comunidade artística e acadêmica. E para quem quiser conhecer um pouco mais da nossa trajetória, basta seguir o perfil @navegris no Instagram. O link na bio redireciona para o nosso site, que reúne toda a nossa jornada além de registros de outros trabalhos”, reforça.

 

Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista

Confira a íntegra da entrevista no youtube da TV Comunitária de Brasília: 

 

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