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Jovita Rosa denuncia a corrupção eleitoral, a compra e a venda de votos no DF

Jovita Rosa denuncia a corrupção eleitoral, a compra e a venda de votos no DF

O programa Barba na Rua exibido na segunda-feira (25/05), apresentado pelo comunicador Rogério Barba, recebeu a presidente licenciada do Instituto de Fiscalização e Controle, Jovita Rosa, para debater o lançamento do Comitê contra a compra, venda e sequestro de votos no DF.

O programa Letras & Livros é uma parceria da TV Comunitária com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa e integra a 6ª edição do projeto Brasília Mostra Sua Cara e Cultura.

Jovita Rosa destaca que o chamado sequestro do voto parte de empresas contratadas pelos governos federal e do Distrito Federal para prestação de serviços. “Não podemos permitir que empresas terceirizadas pertencentes a parlamentares coajam eleitores. Já houve casos em Brasília em que a mãe de um parlamentar visitou a casa de funcionários da empresa do filho e ameaçou, dizendo que se não votassem nele, ele perderia o mandato e os empregados seriam demitidos”, comenta.

De acordo com a presidente licenciada do Instituto de Fiscalização e Controle, Jovita Rosa, ainda em 2026 ela pretende apresentar projeto de lei para vincular o CPF do parlamentar às emendas que destinam aos estados. “Com isso, veremos os parlamentares prestarem contas dos recursos, porque os valores são altíssimos. Caso contrário, em pouco tempo não haverá orçamento disponível e as emendas serão direcionadas sem critério”, reforça.

Jovita Rosa afirma que a situação atual da saúde e da educação é consequência direta do voto dos cidadãos. “Quando vamos às unidades básicas de saúde, não há agentes para realizar um simples exame nem medicamentos disponíveis. Isso é reflexo do nosso voto. Por isso, precisamos conscientizar que o voto não tem preço, mas tem consequências”, alerta.

A convidada da edição afirma ainda que quem compra votos não usa recursos próprios: o dinheiro é desviado de políticas públicas. “Não adianta supor que o valor saia do bolso de quem compra votos. Ele vem de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas a parentes de parlamentares, que não chega à população, ao SUS, à educação pública, nem ao saneamento básico. Por isso, precisamos cortar esse mal pela raiz”, enfatiza.

Confira esse bate papo completo aqui: 

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