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Lúcia Leão exibirá pela TV Comunitária de Brasília três episódios “Farinha, farofa e pirão – Mandioca, a raiz do Brasil”

Lúcia Leão exibirá pela TV Comunitária de Brasília três episódios “Farinha, farofa e pirão – Mandioca, a raiz do Brasil”

Por Paulo Miranda

A série será exibida a partir desta semana. O primeiro episódio “A Raiz do Brasil” irá ao ar na quinta-feira, dia 9, às 15h30. O segundo “Ciência e Arte”, será veiculado na quinta, dia 16, às 15h30. E o terceiro “A Minha é Melhor” irá ao ar na quinta-feira, dia 23 de julho, às 15h30.

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Episódio 1 – A raiz do Brasil

No primeiro episódio de Farinha, farofa e pirão – Mandioca, a raiz do Brasil, ficamos sabendo que a farinha de mandioca é o único alimento processado genuinamente brasileiro, o amálgama que dá liga à diversidade cultural e gastronômica brasileira.

A mandioca era plantada, processada e consumida pelos indígenas que habitavam o território que um dia seria chamado Brasil. De lá para cá, as práticas de cultivo e processamento foram guardadas e transmitidas pelos pequenos agricultores espalhados pelo País.

São linhagens de farinheiros, com seus produtos artesanais, que mantêm a tradição de Norte a Sul. Pode-se dizer, sem medo de errar, que quando se trata de farinha, não há brasileiro leigo. E a farinha segue como produtos artesanal, através de gerações, dando origem às farofas e pirões.

Vamos aprender também, passo a passo, como fazer a farofa de banana, com a farinha do senhor Luiz, pequeno agricultor que trouxe para Brasília da Bahia, mais especificamente do Vale do Rio Copioba, a farinha fininha, típica da região.

Episódio 2 – Ciência e Arte

Neste segundo episódio do documentário Farinha, farofa e pirão – Mandioca, a raiz do Brasil, ficamos sabendo que a mandioca, segundo apontam estudos, foi domesticada para cultivo pelos indígenas, Aruake, da Amazônia e dali se espalhou pelo território e se tornou alimento genuinamente brasileiro.

Vamos conhecer também o trabalho de dois farinheiros radicados em Brasília, que trazem o conhecimento tradicional de suas terras de origem no plantio, processamento e, por que não? Na feitura de pratos típicos.

O senhor Luis, pequeno produtor na região do Café sem troco (Região Administrativa do Paranoá) veio da Bahia. Com os pais, aprendeu a cultivar a mandioca e muito mais. Aos 74 anos, ele faz o cultivo, produz a farinha fina característica do Vale do Rio Copioba, na Bahia, e ainda ensina a fazer 3 pratos típicos, que são consumidos em todo o País. O “frito”, a “paçoca” e o “pirão de leite”.

Já no Pólo Agrícola do Pipiripau, um assentamento originário de  ocupação do MST, trabalha o senhor Lucio, que veio do Maranhão e trouxe o que aprendeu com o pai para produzir a farinha de mandioca. Com poucos recursos financeiros, mas muito conhecimento ancestral, ele adaptou o motor de moer milho, construiu com pedaços de madeira a “prensa do macaco”. Ali ele processa a mandioca “mansa”, aquela que se pode consumir in natura e também é usada para produzir farinha, massa de tapioca e beiju.

Os pequenos produtores do Distrito D=Federal contam com apoio da Emater. A técnica Milena Oliveira, explica que a produção de farinha em Brasília ainda é pequena, comercialmente falando, e tem um processo de produção com muitas etapas. Por isso, a Emater disponibiliza seus técnicos para visitar as pequenas propriedades, dar toda a orientação para o cultivo da mandioca e produção dos derivados e ainda ministrar cursos.

Episódio 3  – A minha é melhor

No terceiro episódio do documentário Farinha, farofa e pirão – Mandioca, a raiz do Brasil, apendemos que existem inúmeras variedades de farinha, trazendo cores, sabores e texturas diferentes. Aliás, a expressão farinha do mesmo saco vem daí: não existe uma farinha igual a outra, cada uma tem as características da mandioca, da região onde foi plantado, do jeito de fazer.

A farinha artesanal, que se encontra geralmente em feiras e mercadinhos alternativos, guarda essas características, sem conservantes, corantes ou qualquer outro aditivo que modifique sabor ou textura.

Entre as dezenas – ou quem sabe mais – variedades de farinha, existem dois tipos básicos, a farinha seca e a farinha d´água. A primeira é característica dos interiores do Brasil; a segunda, guarda relação com as populações ribeirinhas.

Dentre elas, a farinha de Copioba, de Nazaré das Farinhas (Bahia); a de Cruzeiro do Sul, patrimônio cultural do Acre, entre as secas. E aquelas d’água: farinha do Uarini, ou  farinha de ovinhas (Amazonas) e a carema, do Maranhão

Para saber qual o melhor tipo para seu prato predileto, a chef Lucia Leão ensina a fazer diferentes farofas e pirões com diferentes variedades de farinha. Vamos seguir o passo-a-passo para fazer a farinha do imperador, a farinha de pimenta, o pirarucu de casaca, a farofa de couve com torresmo e até um prato gourmet, a farofa de abacaxi com bacon. Para finalizar essa aula de culinária genuinamente brasileira, vêm o pirão de rabada e o pirão de peixe par acompanhar a moqueca.

O documentário finaliza com todos à mesa, saboreando as iguarias.

 

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