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Ex-sócio de Flávio Bolsonaro cita orgias com garotas de programa, Rolex de R$ 305 mil e lobby com Nunes Marques, diz site

Ex-sócio de Flávio Bolsonaro cita festas com garotas de programa, Rolex de R$ 305 mil e lobby com Nunes Marques, diz site

Segundo o PlatôBR, advogado comprou relógio de R$ 305 mil para senador e teria atuado em interesse de cliente no STF

O ex-sócio e antigo amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), Alexandre Ferreira Dias Santini, guardou mensagens, fotos e documentos que indicariam o pagamento de despesas pessoais do parlamentar por pessoas próximas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR. Entre os registros está a compra de um relógio Rolex de ouro branco avaliado em R$ 305 mil e uma mensagem em que Santini cita uma suposta atuação de Flávio com o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas divulgadas pelo portal também mencionam festas com garotas de programa.

Segundo o PlatôBR, o Rolex Submariner Date foi comprado em fevereiro de 2022 pelo advogado Alan Belaciano. A nota fiscal está em nome do advogado, mas mensagens às quais o site teve acesso indicariam que o relógio foi comprado para Flávio.

Belaciano também teria pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia instalados na casa de Flávio em Brasília. O senador já havia afirmado, quando o pagamento veio a público, que os equipamentos haviam sido comprados por um amigo como um “empréstimo pessoal”, que estaria sendo quitado.

A reportagem afirma ainda que pessoas próximas a Flávio teriam custeado outras despesas do senador, como reparos na residência, uma televisão de 75 polegadas e mensalidades de academia.

Mensagem cita Kassio

Outro trecho do material envolve o ministro Kassio Nunes Marques. Segundo o PlatôBR, em dezembro de 2023, durante a disputa financeira entre Flávio e Santini, o ex-sócio enviou uma mensagem ao senador afirmando saber que ele havia tratado diretamente com Kassio sobre os interesses de um cliente que tinha um processo no gabinete do ministro.

De acordo com a reportagem, o caso seria acompanhado por Belaciano e teria envolvido a marcação de um jantar com a participação do chefe de gabinete de Kassio. O PlatôBR não identifica o cliente ou o processo. A reportagem também não apresenta comprovação independente de que a suposta intermediação tenha ocorrido.

Na mensagem, reproduzida pelo site, Santini escreveu a Flávio: “Vc falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso”. Depois da mensagem, Flávio teria marcado uma reunião com o ex-sócio em seu gabinete. O conteúdo da conversa não foi divulgado.

A reportagem afirma que Santini comunicou posteriormente a pessoas próximas que a disputa com Flávio estava encerrada.

Festas com garotas de programa

A reportagem também relata que Alexandre Santini teria organizado encontros privados com garotas de programa dos quais Flávio Bolsonaro participava. Segundo o PlatôBR, o ex-sócio guardou mensagens trocadas com uma agenciadora para combinar os encontros, além de fotografias e outros registros. Em uma das mensagens reproduzidas pelo site, Santini pede à agenciadora que organize uma nova “festinha” com Flávio e outros amigos, em um hotel no Rio de Janeiro.

O PlatôBR afirma ainda que Santini apresentou parte desse material à mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, durante o período em que os dois ex-sócios travavam uma disputa financeira. Segundo a reportagem, o episódio provocou uma crise no casamento do senador. Posteriormente, Flávio teria enviado uma mensagem a Santini na qual afirma ter se arrependido de “muitas escolhas erradas” e diz que não pretendia “errar nunca mais” com a família.

A reportagem aponta que os encontros eram custeados com recursos que circulavam entre os envolvidos e relaciona esses valores às antigas investigações sobre as chamadas “rachadinhas”. Nesse ponto, o site retoma documentos e registros que, segundo sua apuração, Santini mantinha desde o período em que era sócio de Flávio na franquia da Kopenhagen.

Santini e Flávio foram sócios de uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em 2023, o ex-sócio cobrou R$ 1,4 milhão do senador, alegando prejuízos relacionados ao encerramento da empresa. Flávio negou a existência da dívida.

O Brasil de Fato procurou Flávio Bolsonaro, Alexandre Santini, Alan Belaciano e o gabinete de Kassio Nunes Marques para comentar as informações publicadas pelo PlatôBR. Até a publicação, não havia recebido resposta. O texto será atualizado caso haja manifestação.

Editado por: Geisa Marques

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