Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista
Com a apresentação da jornalista Camila Piacesi, na terça-feira 1º de julho, o programa Brasília Notícias recebeu o professor e ambientalista João Carlos para debater sobre a privatização da água mineral, do Parque Nacional e da Flona de Brasília. O convidado da edição também integra o movimento Caminhos do Planalto Central, que se opõe a esse processo de concessão dessas áreas.
O professor e ambientalista João Carlos compartilha que ele juntamente com outros parceiros, criou esse movimento chamado Caminhos do Planalto Central. “Nosso objetivo era proporcionar um espaço de lazer, e a gente tem desenvolvido essa estratégia há alguns anos. A experiência mais relevante que desenvolvemos, junto com vários outros grupos de ciclistas, foi a criação dos 150 km de trilha na Floresta Nacional de Brasília”, conta.
Segundo João Carlos, a privatização significará cobrança nos estacionamentos e nos acessos aos 150 km de trilha, o fim da meia entrada e da gratuidade para maiores de 60 anos, menores de 12 anos, escoteiros, atletas e condutores de ecoturismo. Além de risco para os reservatórios de água. “Estamos tentando um diálogo com o ICMBio para que eles suspendam esse processo e conversem com a comunidade, porque não dá para aceitarmos um prejuízo social e socioambiental dessa natureza”, afirma.
De acordo com o professor e ambientalista, atualmente no Parque Nacional de Brasília os ingressos proporcionam acesso a toda a população do DF e entorno com o valor de R$ 19,00, mas com a concessão chegará a R$ 42,00. “As crianças de até 12 anos e idosos a partir de 60 anos, que antes tinham gratuidade, esses dois públicos não terão mais esse benefício e vão pagar meia entrada”, enfatiza.
João Carlos relata que houve uma iniciativa de procurar o Ministério Público. “Já encaminhamos vários ofícios falando dos problemas, tanto do ponto de vista dos obstáculos para a participação da sociedade quanto da própria natureza da concessão. O resultado da audiência que aconteceu em Taguatinga, foi de zero pessoas da sociedade que participaram. Então, a gente continua aguardando que o Ministério Público se manifeste”, menciona.
Assista a entrevista completa no YouTube da TV Comunitária de Brasília:
