Saiba o que é a plataforma Guia Negro, que fala sobre viagens, cultura negra e afroturismo no Quilombo de Wal
O programa ao vivo Quilombo de Wal, transmitido na segunda-feira (30/03) e apresentado por Waleska Barbosa, recebeu Heitor Salatiel, co-fundador da plataforma Guia Negro, para uma conversa sobre conteúdo para as redes sociais e sua trajetória de vida.
Heitor Salatiel é gestor de experiência do Guia Negro, produtor cultural e fotógrafo, responsável pela produção do Guia Negro Entrevista e do podcast Afroturismo, o movimento. Além disso, é anfitrião e promotor das Caminhadas Negras. Com formação em Recursos Humanos, atuou na área de recrutamento, seleção e treinamento em grandes empresas, bem como na organização de eventos corporativos.
Salatiel explica que o Guia Negro é uma plataforma de afroturismo que trabalha com a produção independente de conteúdo sobre viagens, cultura negra, afroturismo e black business, oferecendo experiências turísticas em diversas cidades.
Segundo o co-fundador da plataforma Guia Negro, a premissa inicial da plataforma surgiu de uma lista de 30 lugares de cultura e história negra no mundo para visitar com fins de lazer e turismo. “Meu parceiro, que é jornalista, e eu, do audiovisual, tínhamos a ideia de produzir conteúdo sobre isso. Decidimos documentar histórias de pessoas que estão realizando feitos incríveis, mas que não são divulgados ou documentados. Assim, começamos a entrevistar essas pessoas e a partir daí ocupamos todas as redes sociais para levar essas vozes à frente”, esclarece.
Salatiel destaca que a identidade negra sempre esteve presente em sua vida. “Isso se deve, em grande parte, à formação do meu pai e dos meus tios, que frequentavam rodas de samba e bailes black em São Paulo. São coisas que desde a infância a gente vai aprendendo, sem saber o impacto do racismo estrutural, aos poucos vamos aprendendo a lidar com isso. A faculdade foi onde eu tive esse norte”, compartilha.
Segundo Heitor Salatiel, foi seu pai quem trouxe essa conexão com a arte. “Ele me levava a eventos de militância voltados ao movimento negro, então, desde cedo eu frequentava a Feira Preta, um lugar que me formou como pessoa. Já minha mãe, que trabalhou na Varig, uma grande companhia aérea por muitos anos, me incentivou a estudar administração, RH e a desenvolver um perfil mais centrado. Isso me proporcionou um equilíbrio entre a administração e a arte”, pontua.
Por Kelly Jenyfer – @kellyjenyferjornalista
Confira a íntegra da entrevista no youtube da TV Comunitária de Brasília:
