Comunidades terapêuticas e políticas públicas são temas de discussão no programa Barba na Rua
O programa Barba na Rua, exibido na segunda-feira (06/04) e apresentado pelo comunicador Rogério Barba, recebeu Aerolenes Nogueira, especialista em dependência química e Bruno Cézar Santos, assistente social e especialista em saúde mental, para uma conversa sobre a reinserção social após o tratamento da dependência química.
A especialista em dependência química Aerolenes Nogueira relata que o Instituto Crescer completa 23 anos de existência e, há 15, dedica-se à recuperação de pessoas com dependência de álcool e drogas. “Nosso maior objetivo é o processo de reinserção social. Por estarmos localizados na cidade, isso facilita muito. Oferecemos constantemente cursos de qualificação para que, ao deixarem a comunidade, os acolhidos possam construir um novo projeto de vida com base na autossustentabilidade”, pontua.
Nogueira destaca que neste ano, já foram realizados quatro cursos de qualificação e há mais quatro programados para os próximos dias. “Vamos ministrar os cursos de informática básica, inteligência artificial, barbearia e manutenção de celular. Os acolhidos ficam bastante motivados porque veem isso como uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho ao deixarem a comunidade terapêutica”, afirma.
O assistente social e especialista em saúde mental Bruno Cézar compartilha que viveu em situação de rua por muitos anos em decorrência do uso de drogas e que, por meio do Instituto Crescer, com o apoio de Aerolenes, conseguiu mudar essa realidade.
“Estou limpo há anos. Hoje trabalho nesta instituição como técnico de referência e assistente social, além de atuar como perito judicial no Tribunal de Justiça. Por isso, estar neste programa relatando essa trajetória é muito importante, pois outras pessoas que vivem nas ruas como eu vivi, podem compreender que é possível encontrar uma saída por meio do tratamento”, relata.
Aerolenes Nogueira reforça que, se o Estado investisse mais nas comunidades terapêuticas, haveria economia em saúde pública, segurança e demais áreas sociais. “Acredito no modelo de comunidade terapêutica como uma iniciativa que realmente apresenta resultados”, enfatiza. Bruno Cézar Santos completa a posição e afirma que também defende as comunidades terapêuticas, pois foi o que o tirou do fundo do poço.
Confira a íntegra da entrevista no youtube da TV Comunitária de Brasília:
