Modrić denuncia uso seletivo do VAR após eliminação da Croácia
O capitão croata alegou que a arbitragem foi seletiva em favor de Portugal. Questionou o pênalti marcado e salientou que a tecnologia beneficia as equipas com maior influência política.
O meio-campista argumentou que o VAR foi concebido para corrigir erros flagrantes, não para intervir em jogadas sujeitas a interpretação subjetiva. Foto: EFE
Após a derrota por 2 a 1 para Portugal e a eliminação na fase de 32 avos de final da Copa do Mundo de 2026, organizada em conjunto por México, Canadá e Estados Unidos, o capitão da seleção croata , Luka Modrić, manifestou sua indignação com a arbitragem e denunciou o uso assimétrico do sistema de arbitragem de vídeo (VAR).
Em entrevista à emissora croata HRT, o meio-campista afirmou que as decisões tecnológicas em campo tendem a favorecer as federações com maior prestígio internacional. Ele também questionou especificamente dois lances que definiram a partida e o destino de sua equipe na competição: o gol anulado de Joško Gvardiol e a marcação de um pênalti para Portugal.
Em relação à primeira ação, o vencedor da Bola de Ouro de 2018 argumentou que as avaliações feitas na cabine de imprensa não continham as evidências visuais necessárias para justificar a decisão.
“Aconteceram algumas coisas que me parecem inacreditáveis. É difícil dizer algo inteligente agora, ainda estou sob a euforia da partida. Não quero dizer nada inapropriado. Mas merecíamos mais”, explicou o jogador. Sobre o lance específico, acrescentou: “O gol anulado do Gvardiol? O árbitro me disse que o Matanović tocou na bola, mas vimos os replays e os vídeos. Não há provas de que ele a tenha tocado. E se não houve contato, não era impedimento.”
O segundo ponto de crítica centrou-se na penalidade aplicada após uma altercação física entre Nikola Vlašić e um adversário. Modrić argumentou que a tecnologia foi concebida para corrigir erros flagrantes, e não para intervir em jogadas sujeitas a interpretação subjetiva.
“ Acho que merecíamos muito mais, mas algumas coisas aconteceram a favor deles. Aquele pênalti… Acho que se tivesse sido o contrário, o VAR nunca teria intervido”, afirmou . Ele também explicou sua discordância com a implementação atual da ferramenta: “Eles a usam de forma inadequada, ou a usam seletivamente, ou com base no tamanho do time. Na minha opinião, o VAR só deveria ser ativado se houver um erro 200% claro, não quando estiver numa zona cinzenta. Não foi pênalti.”
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Apesar da indignação com a parcialidade da arbitragem, Luka Modric defendeu a dignidade e o orgulho do povo croata, enfatizando que a identidade competitiva de sua seleção nacional continua sendo um exemplo globalmente reconhecido de resiliência e respeito, acima e além das decisões dos órgãos esportivos.
Autor: teleSUR-JNQ – JDO
Fonte: Agências
