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Júlio Miragaya diz que não dá para o governo federal passar um cheque em branco de 11,4 bilhões para salvar o BRB da roubalheira de Ibaneis e Celina

Júlio Miragaya diz que não dá para o governo federal passar um cheque em branco de 11,4 bilhões para salvar o BRB da roubalheira de Ibaneis e Celina 

Em entrevista ao Diálogos ADUnB, economista analisou a situação fiscal de Brasília, a crise envolvendo BRB e Banco Master e apresentou propostas para o desenvolvimento da capital e do Entorno. Ele defende a diversificação econômica e a integração regional para enfrentar as desigualdades no DF.

O economista Júlio Miragaya defendeu uma nova estratégia de desenvolvimento para o Distrito Federal, baseada na diversificação econômica, no fortalecimento dos serviços públicos e na integração com os municípios do Entorno. O debate ocorreu no programa Diálogos ADUnB, produzido pela Associação dos Docentes da Universidade de Brasília em parceria com a TV Comunitária de Brasília. Texto colado.txt

Ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia, Miragaya analisou os desafios fiscais do DF e a crise envolvendo operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Durante a entrevista, questionou a gestão dos recursos públicos e defendeu maior transparência sobre os impactos financeiros dessas operações.

O economista também criticou a política de renúncias fiscais. Segundo os números apresentados no programa, os benefícios somaram aproximadamente R$ 9,4 bilhões em 2025. Para ele, incentivos dessa natureza precisam estar vinculados a contrapartidas verificáveis, especialmente na geração de empregos e no desenvolvimento econômico.

Na avaliação de Miragaya, a elevada dependência do setor público e a baixa participação da indústria contribuem para a concentração de renda e para a predominância de empregos de menor remuneração. Como alternativa, propôs investimentos em atividades industriais não poluentes, infraestrutura de transporte e serviços associados à produção.

Outra proposta apresentada foi a destinação gradual de 10% dos recursos do Fundo Constitucional do DF aos municípios da periferia metropolitana. Segundo o economista, a medida ampliaria a capacidade de investimento dessas cidades em saúde e educação, além de reduzir a pressão sobre os serviços públicos da capital.

A entrevista também abordou dificuldades na educação, na saúde e na mobilidade urbana. Miragaya relacionou esses problemas à necessidade de planejamento de longo prazo e de políticas capazes de enfrentar as desigualdades sociais e territoriais.

Ao final, o economista ressaltou a importância de examinar os programas e os compromissos apresentados por candidatos ao Executivo e ao Legislativo, considerando os desafios estruturais do Distrito Federal e as alternativas para seu desenvolvimento.

Confira a íntegra da entrevista no youtube da TV Comunitária de Brasília

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