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Relator da ONU alerta para o perigo da “israelização da Europa”

  • Francesca Albanese, Relatora Especial das Nações Unidas sobre os territórios palestinos ocupados. Foto: AA
FONTE HISPANTV – Publicado: domingo, 3 de maio de 2026, 15h19

Um relator da ONU criticou a Europa por colaborar com Israel, apesar de o Tribunal Internacional de Justiça e o Tribunal Penal Internacional exigirem que ela não ajude o regime sionista enquanto este ocupa a Palestina.

Em uma cerimônia de solidariedade ao povo palestino na cidade grega de Atenas, a Relatora Especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, alertou que observa uma “israelização” na Europa.

O funcionário da ONU explicou que “Israel enfrenta acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio” perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), enquanto o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) determinou que os Estados-membros da ONU não devem prestar assistência a Israel enquanto persistir a ocupação dos territórios palestinos.

No entanto, o relator criticou: “Os países europeus, em vez de romperem os laços com este [regime], continuaram a negociar com ele para o apoiar, armá-lo, vender-lhe armas e comprar-lhe instrumentos de espionagem; algo que levou à intensificação do controlo da segurança nas suas sociedades, à detenção de ativistas e à repressão das liberdades fundamentais.”

 

 

“Esta é precisamente a israelização das nossas sociedades”, disse Albanese, que num estudo documentado denunciou que Israel cometeu genocídio em Gaza.

Como exemplo concreto dessa tendência, o especialista mencionou o incidente recente em que as autoridades gregas cooperaram com Israel para interceptar a flotilha humanitária Sumud, que transportava ajuda para Gaza.

“Lamento dizer isso, mas o fato de as autoridades gregas estarem trabalhando em conjunto com os israelenses para impedir uma missão humanitária é errado”, lamentou ele.

Em outubro de 2023, Israel lançou uma operação militar em Gaza que resultou na morte de mais de 72.000 palestinos. Dois anos depois, o regime sionista concordou com um cessar-fogo para o enclave, mas as incursões mortais continuam a aumentar diariamente. 

ncl/rba

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