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UOL denuncia: Grupo do PL no WhatsApp publica imagem de Flávio com referência a Mussolini, que comandou política de terror, perseguições e massacres do fascismo italiano

UOL denuncia: Grupo do PL no WhatsApp publica imagem de Flávio com referência a Mussolini, que comandou política de terror, perseguições e massacres do fascismo italiano

 Por Paulo Miranda (jornalista e presidente da TV Comunitária de Brasília)

ALERTA! O portal UOL, do Grupo Folha de S. Paulo, denuncia que o PL (Partido Liberal) do Flávio Bolsonaro fez propaganda do fascismo de Mussolini. Na foto, o rosto de Flávio aparecia em preto e branco com os dizeres “Tropa do Flávio” ao fundo. É bom lembrar que a ditadura comandada por Benito Mussolini entre 1922 e 1943 promoveu repressão política, violência colonial, perseguição racial e milhares de mortes na Itália e nos territórios ocupados.

O governo fascista de Benito Mussolini, que dominou a Itália entre 1922 e 1943, deixou um legado de violência, perseguições políticas, massacres e crimes contra a humanidade. Sob o discurso do nacionalismo extremo, da ordem e da grandeza italiana, o regime eliminou liberdades democráticas e transformou o Estado em instrumento de repressão.

Desde sua ascensão ao poder, Mussolini utilizou grupos paramilitares conhecidos como camisas-negras para intimidar, espancar e assassinar adversários políticos, especialmente socialistas, comunistas, sindicalistas e trabalhadores organizados.

Em 1924, o deputado socialista Giacomo Matteotti foi sequestrado e assassinado por fascistas após denunciar a violência e as fraudes eleitorais do regime. O crime tornou-se símbolo da brutalidade da ditadura.

A repressão também atingiu a imprensa, os sindicatos e os partidos de oposição. Milhares de italianos foram presos, enviados ao exílio ou submetidos à vigilância policial. O Tribunal Especial para a Defesa do Estado condenou opositores, enquanto prisões e confinamentos políticos silenciavam vozes dissidentes.

Entretanto, algumas das maiores atrocidades do fascismo italiano ocorreram fora da Europa.

Na Líbia, durante a chamada pacificação colonial, as forças italianas promoveram deportações em massa, campos de concentração, execuções e destruição de comunidades. Dezenas de milhares de líbios morreram em consequência da repressão, da fome, das doenças e das condições impostas pelo domínio colonial.

Na Etiópia, invadida em 1935, o exército italiano utilizou armas químicas, incluindo gás mostarda, contra combatentes e populações civis. Após um atentado contra o vice-rei Rodolfo Graziani, em fevereiro de 1937, forças italianas e milícias fascistas desencadearam um massacre em Adis Abeba, assassinando milhares de etíopes.

O regime também foi responsável pelo massacre de Debre Libanos, em 1937, quando centenas de religiosos e outras pessoas foram executados pelas tropas de ocupação.

Em 1938, Mussolini promulgou leis raciais antissemitas que retiraram direitos dos judeus italianos, excluindo-os de escolas, empregos públicos e diversos espaços da sociedade.

A aliança com Adolf Hitler e a participação italiana na Segunda Guerra Mundial ampliaram a violência fascista. Nos territórios ocupados, especialmente nos Bálcãs, forças italianas realizaram execuções de civis, deportações e internamentos em campos de concentração.

A queda de Mussolini, em 1943, não encerrou imediatamente os crimes fascistas. À frente da República Social Italiana, subordinada à Alemanha nazista, ele participou de um regime que colaborou com a perseguição e deportação de judeus para campos de extermínio.

Capturado por integrantes da resistência italiana, Mussolini foi executado em 28 de abril de 1945.

A história do fascismo italiano demonstra que o autoritarismo não se limitou à supressão das liberdades políticas: transformou o racismo, o colonialismo, a guerra e a violência de Estado em instrumentos de dominação.

Recordar esses crimes é fundamental para preservar a memória das vítimas e compreender os perigos da intolerância, da militarização da política e da destruição das instituições democráticas que podem acontecer no Brasil, caso Flávio Bolsonaro e o PL vençam as eleições. Em 8 de janeiro de 2023, o golpe fracassou. Porém, o que acontecerá em 25 de outubro?

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