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Secretário da Educação do DF dispensou licitação para contratar operador do PCC por R$ 4,5 mi quando atuava em Florianópolis

Secretário da Educação do DF dispensou licitação para contratar operador do PCC por R$ 4,5 mi quando atuava em Florianópolis

Antes de enfrentar questionamentos na Secretaria de Educação do Distrito Federal por supostamente permitir que Luiz Augusto de Sousa – citado em ações de improbidade em Goiás e no Tocantins — exerça ingerência sobre o órgão sem ter vínculo público, Thiago Mello Peixoto da Silveira já acumulava críticas de igual gravidade em Santa Catarina.

Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, quando comandou a Educação de Florianópolis, Thiago Mello assinou, em 27 de abril de 2026, a Dispensa de Chamamento Público n° 033.000/SMLCP/2026, direcionando R$ 4,54 milhões à Fundação Sagres. A escolha de uma entidade sediada em Golas — seu berço político – chamou a atenção para um possível direcionamento de demandas e recursos a aliados do seu estado de origem.

A gravidade do caso se confirmou apenas dois dias após a assinatura do ato, em 29 de abril de 2026, quando o fundador da fundação, Adair Antônio de Freitas Meira, foi preso sob suspeita de atuar como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 34 milhões por meio de entidades, empresas e de uma fintech.

A possível repetição desse modus operandi no Distrito Federal – favorecendo atores políticos goianos com vasto histórico de ilegalidades e à margem do controle institucional – coloca sob suspeita a integridade da gestão de Thiago Mello e eleva a pressão por apuração rigorosa por parte dos órgãos de fiscalização distritais.

A Cabo Vitório — A Voz dos Praças

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